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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Salton Classic Tannat

Colecionando Taninos

Embalado pela curiosidade de alguns leitores, vamos fazer algumas considerações sobre o tão famoso e comentado Tanino.
Minha amiga Flavia sugeriu que fizéssemos um glossário do mundo enológico mas creio que aos poucos, com conversas como esta, iremos dando conta desta agradável tarefa, cujos termos e nomenclaturas nada tem de assustadores.

Além de ser antioxidante, provar, conhecer e avaliar este importante componente do vinho, tão instigante e diversificado, revela-se uma das atividade mais ricas e prazerosas desta prática pois, gradativamente, a cada gole, a cada taça, na medida em que tomamos contato com cada garrafa e cada terroir ao redor do mundo, seguramente iremos formando o que chamo de “Biblioteca Enológica”. Colecionar taninos é como já brincava vovô Luizito: Quer saber de vinhos? então bebe!

A cada degustação muitos olhares são lançados para eles. Notá-los é simplesmente um exercício de atenção na chamada adstringência. Para tentar “ilustrar", a depender da qualidade dos taninos, sentiremos em menor ou maior grau o “amarrar na boca”.

Sorvam e avaliem (vale até fechar os olhos): Se a sensação deixa "pegando" e sentimos nossas papilas gustativas “apertadas” dizemos que são taninos "verdes", pois precisam de um melhoramento, de um amadurecimento propriamente dito. Se for suave, certamente temos uma melhora de sua qualidade e até podemos classificá-los como taninos "elegantes", como taninos mais "redondos". Porém, se é mais forte e vigorosa, sobretudo agradável essa sensação dizemos "potente", dizemos que são "masculinos". Como percebem, a única regra para os definirmos é a coerência uma vez que é livre e cada um de nós criar associações para exprimir nossas sensações.

 Salton Classic Tannat

Para que comecemos a criar nossos parâmetros, o vinho que trago desta vez tem seus taninos bem acentuados. Com uma coloração roxa púrpura intensa, a quem diga “amoras maduras”, somam-se aromas de fumaça, chocolate, ameixas pretas secas, baunilha e frutas maduras. O Salton Classic Tannat é macio equilibrado e possui muito corpo e excelente permanência de sabor na boca, pronunciando ao final seus sabores de chocolate e de ervas.

Seus taninos melhoram se acompanhados carnes vermelhas, caça ou de porco, coxas de pato ou ganso, massas e queijos fortes. Humm, que tal um foiegrazinho hein?

 

Correto, bem vinificado e o mais importante: seu preço é imbatível. O que estamos esperando para "catalogar" mais este curioso vinho em nossa biblioteca enológica?

  • Produtor: Salton
  • País: Brasil
  • Região: Rio Grande do Sul
  • Graduação alcoólica: 12%
  • Tipo: Tinto
  • Preço: 16,50

Abraços,

Luiz de Mello

domingo, 12 de outubro de 2008

Montiac Syrah

Vocês sabiam que na década de 50, o vinho mais apreciado pelos franceses era o rosé?

No entanto essa variedade tem perdido espaço ao longo dos anos, principalmente com essa nova "mania" de estudiosos do vinho.

O rosé, entretanto, tem sim um belo espaço na mesa de qualquer apreciador de vinho do mundo e deveria ter uma maior aceitação no Brasil. nosso clima, sem dúvida, propicia boas condições para o consumo, principalmente porque esse tipo de vinho deve ser consumido fresco (gelado ou quase gelado).

Uma bela opção para aqueles enófilos que só gostam dos tintos e acham que o vinho branco não tem espaço.

A maioria dos rosés apresentam, como alguns tintos, boa intensidade de frutas vermelhas e corpo mediano que harmoniza com inúmeros pratos e com a vantagem de não se sobrepor ao sabor da comida.

Vinho para ser consumido jovem, o rosé é um vinho produzido pela maceração de uvas tintas que permanecem menos tempo em contato com as cascas.

Ontem provei um frances rosé da região de Languedoc, safra de 2006, 100% Syrah com graduação alcoolica de 12,5%.

Vin de Pays D´oc

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Leve e agradável, com aroma de frutas vermelhas frescas e intenso na medida.

Ótima companhia para um churrasco de carne ou de peixe, na praia , piquenique, à tarde, à noite e até mesmo pela manhã ...

Obs. : Não sou bom entendedor de vinhos, suas origens etc, apenas apreciador de coisas boas e curioso por natureza ...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Altos Las Hormigas Malbec 2007

Apesar de as mulheres preferirem vinhos macios, fáceis, com pouca acidez e taninos, no lugar de vinhos muito encorpados, vou sugerir exatamente o contrário.

17420_g Trata-se do incrivelmente consagrado Altos Las Hormigas Malbec 2007, que costumo qualificar como um autêntico malbec, que apesar de possuir características tão marcantes desta uva como ótima acidez, fim de boca persistente, traz consigo taninos equilibrados capazes de contentar e conquistar inclusive as meninas, que são as maiores críticas mordazes deste tipo de uva. Apesar ainda dizerem as pesquisas que as papilas gustativas femininas reagem de modo diferente das masculinas, o que não é preciso ser nenhum cientista para fazer tal afirmação, asseguro com toda a minha certeza que vale abandonar certos preconceitos e testar estes novos estímulos dos vinhos mais masculinos.

E o meu convite é para as meninas: Façam essa exceção! Talvez a primeira de muitas visto que, com certeza, abandonaremos essa impressão errônea para desbravarmos novos sabores a 'la che guevara', como é o caso deste tinto: Potente, sem perder a elegância jamás.

Seja no churrasco ou no aperitivo, é companhia ideal para as carnes vermelhas, para as azeitonas chilenas azapa e para bons nacos de parmesão, uma vez que revela um grande potencial para harmonizações.

Bom, se é certo que a primeira vez a gente nunca esquece, sem dúvida será deste delicioso malbec que haverão lembrar.

Apenas uma ressalva: Se for o primeiro vinho da noite vai pegar gente desprevenida; melhor servi-lo com paladar já embebido em vinho, após outro tinto mais suave.

  • Produtor: Altos Las Hormigas
  • País: Argentina
  • Região: Mendoza
  • Graduação Alcoólica 14,6%
  • Safra: 2007
  • Tipo: Tinto
  • Preço: 37,41

Luiz de Mello

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Borbulhas Rosadas

Flá, para você que gosta dos espumantes, mais uma dica do Luiz!

 

Salton_Esp_Poetica_principal1

Sempre reconheci nos espumantes uma excepcional qualidade: a de bebida perfeita para celebrar o dia.

Vamos celebrar! Salve as borbulhas, especialmente quando podem ser rosadas, e ainda cítricas e cremosas, como é o caso do espumante Brut Rosé produzido pela Vinícola Salton chamado Poética. Esse nome soa bem, não acham?

Adequado, sobretudo, para qualquer ocasião em que sol brilha, vai do aperitivo à mesa sem perder a compostura. Tanto que é hoje um dos vinhos mais agradáveis e de grande frescor na seara dos espumantes, além de embutir uma ótima relação custo/benefício.

O seu aromas de flores e frutos, como cassis, morangos e cerejas, é capaz de nos imprimir uma excelente sensação de bem-estar e refrescância, sem deixar qualquer culpa de retomar as doses no dia seguinte. Aliás, fazer isso é o melhor da festa!

Poética é por si só motivo bastante para reunir os amigos, já que além de alegrar os sentidos, hipnotiza por sua cor blush – nas palavras de seus produtores –, ou cereja. O espumante é, sem sombra de dúvidas, uma escolha de elegância e qualidade.

  • País: Brasil (Serra Gaúcha - Bento Gonçalves)
  • Tipo: Espumante (100% Pinot Noir)
  • Álcool: 12,00%
  • Temperatura de consumo: 6°C a 8°C
  • Preço: R$ 30,00

Onde encontrar: Iremos organizar uma grande compra deste vinho, o que possibilitará um grande desconto por conta do volume. Os interessados deverão mandar e-mail para: lzmll@hotmail.com.

Abraços,

Luiz de Mello

Valeu Luiz... entraremos em contato!

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Gosto de “vinho doce”

É com grande alegria que inauguramos mais uma tag no nosso blog! Depois de "perder" o Foco para as cervejas, estávamos meio carente em dicas de vinhos, em um encontro casual com nosso amigo Luiz de Mello, sugeri que ele tomasse conta desse assunto, e ele topou na hora. O Luiz, ha tempos, é um degustador de vinhos, a mais de dois anos faz parte de uma confraria que se reúne mensalmente em São Paulo e ele também promove degustações. Ainda lembro com grande carinho, em um aniversário meu, que ganhei dele um convite para degustar os melhores vinhos Portugueses em uma exposição... resumindo, voltamos chapados!

Com vocês, Luiz!

Você gosta de “vinho doce”? Se a resposta foi "sim", este artigo pretende esclarecer o que, sob o meu ponto de vista, é um dos principais equívocos cometidos nas bodegas da vida. Não quero segregar nem tampouco baixar regras, mas o fato de o vinho ser doce ou seco está diretamente relacionado à quantidade de açúcar em sua composição - neste caso, açúcar industrial, proveniente de um processo químico, e não aquele açúcar advindo do processo natural de fermentação. Em português mais rasteiro, é como “meter açúcar na uva”, o que contraria toda a cultura que envolve a bebida.

Talvez seja pessoal, pois nutro uma aversão descomunal à sacarose. Costumo inclusive dizer que o açúcar nem faz parte da cadeia alimentar e ainda querem colocá-lo no meu vinho!

No entanto, em respeito ao paladar dos que apreciam a bebida e e já antecipando as adequadas escusas a quem se vale da predileção, afirmo que existem sim “vinhos doces” do bem!

Não me refiro ao vinho do porto não, que mais se assemelha aos licores, mas sim aos chamados vinhos de sobremesa, servidos após as refeições. Seu processo de colheita é denominado “late harvest”, ou “colheita tardia”, pois a uva passa de seu ponto de ideal de recolhimento e permanece na videira por mais tempo, o que faz com que ganhe mais açúcares por conta de seu maior amadurecimento.

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Uma sugestão para de vinho de sobremesa paras QUARTAS INSANAS é o VINHO SANTA HELENA LATE HARVEST – CHILE. Trata-se de um excelente exemplar, de cor amarelo ouro âmbar, aroma intenso e muito característico das variedades Riesling e Gewurztraminer, com a presença de marmelada, maçãs, aromas doces e frutas tropicais. Na boca sente-se a madeira com um toque de elegância, além de final prolongado e longo. Além disso, tem boa acidez e equilíbrio, ou seja, harmoniza-se com sobremesas à base de frutas secase com tortas geladas e doces.

 

  • PAÍS : Chile
  • REGIÃO: Vale Curic
  • PRODUTOR: Santa Helena
  • TIPO: Branco Doce
  • UVA: 85% Riesling , 15% Gewurztraminer
  • GRADUAÇÃO ALCOÓLICA : 12%
  • TEMPERATURA DO SERVIO: 8 a 10 graus
  • PREÇO MÉDIO: 40,00 à 50,00 reais

Para finalizar, uma dica: esse tipo de vinho faz muito sucesso com as namoradas, especialmente nos momentos em que não estamos lá muito interessados em ler rótulos de garrafas.

Luiz de Mello